sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

e o fim?




















Nos sentimos presos a crenças, credos e obrigações. A vida de uma pessoa já nasce determinada a pensar grande: "Quando ele crescer se tornará advogado. Ou melhor, médico".

Muitas destas obrigações são acordadas por um tempo ou uma era, seguidos de incansáveis números e ordens. As tendências já se passaram e pertencem ao caos e, o que sobrevive, respira o ar alheio.

Centímetros, milímetros, quilômetros. Os humanos predominam a importância das coisas no comprimento de cada objeto e não na sua forma pura e simples, o sentimento.

Linhas e mais linhas de graça para costurar idéias e vida, mas nenhuma para unir dois corações, até porque quem não tem medo de se machucar com a ponta da agulha? E quem não arrisca um furo, tem medo de quê?

Opções de medidas são boas quando somos crianças. Quando nos encostamos na parede e nossa avó vem e risca de giz, uma vez por semana, a parede pintada. De olhos gigantes vemos que estamos crescendo. Aprendendo o sabor da vida, por quem mais se dedica a ensinar, com o coração.

Essa marca jamais será delineada, somente transmitida.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

** 4 anos

Lembranças me pegam no corredor da faculdade, revivendo alguns passados bons e outros não tão.

Saber que há algum tempo em que eu chegava em casa coberto de tinta guachê vermelha, que tinha me divertido com pessoas que nem conhecia direito e outras que iriam se tornar companheiras.

De amizade, de bar, de churrascos, de estudos e de vida. Nomes ficam pequenos perto do que fizeram por mim e eu por eles. Professores passaram, deixaram saudades e agora estão torcendo por nós, como profissionais.

Trote, projeto Leituras, matemática (?), relações públicas, história, viagens, rádio/TV, fotografia, literatura, web, design, TCC, etc. Folhas e mais folhas escritas, impressas, xerocadas, copiadas para nos formar. São essas as coisas que vou levar comigo.

Ah, já estava me esquecendo. Refris, brejas, churrascos, truco, sinuca, bate-papo, amendoins, salgados, cachorros-quentes. Tudo isso no bar, com amigos. E ainda por cima, nota máxima no final. ^^

Com tudo isso, me orgulho de tudo o que fiz e não me arrependo de nada. Que venha os créditos! xDD~

terça-feira, 18 de novembro de 2008

... sometime passes


"Quem sou eu? Boa pergunta!

O espelho aqui em frente fala que eu sou o Leonardo, estudante e trabalhador que quer alcançar um mundo onde poucos conseguem.

A foto aqui embaixo me diz que o tempo passou e a criança que estava em meu rosto mudou-se para meu coração e ainda brinca de carrinho.

As roupas na minha cama mostram que os desenhos de bichinhos foram trocados por cores simples e sem muito rabisco.

A máquina digital explica que, sem eu perceber, os anos foram generosos comigo, sem mudar a aparencia de meu ser.

O computador ilustra que os caminhos que eu segui foram os que eu escolhi, porém que há muito arrependimento.

O quarto divulga um novo eu, as revistas também. A única coisa que ainda não se manisfestou é meu cachorro.

Aliás, cadela. Ela sempre me trata do mesmo jeito: com seu coração. Acho que ela quer me mostrar que apesar de tudo ter se alterado, devo viver com o meu coração, sendo ele que irá me guiar para um lugar novo ou um novo caminho!"

Que venha 2007 com idéias de 1980!!!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Escrevo porque?

Junto frases para formar palavras
podem ser vazias ou complexas;
o que importa são as conseqüencias
que elas provocam.

Se for cativar, entenda
que a culpa não é minha.
Apenas reescrevo o que falo,
o que penso, o que ouço

Retorno ao início
por me abster do novo
vivo o presente e penso no futuro;

O passado acaba assim que
termina a última palavra.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

... brincar com fantasias

As pessoas gostariam de voltar a ser crianças. Entrar novamente no mundo mágico das fantasias e costumes, brincar de ser o melhor super-herói, poder voar alto, lutar contra seres malvados e escalar prédios.

Ficar menos ridículo é o que importa agora, mesmo morrendo de vontade de abrir as gavetas e descobrir que a capa, o cinto e as armas ainda estavam guardadas no quarto, cobertos por uma calça jeans ou uma camiseta branca.

Se vestir assim, irá chamar muita atenção e, hoje, o que importa é ser discreto nas coisas que faz. Com isso, a criança dentro de si, vai se perdendo e deixando de existir. Aquela fantasia e história passa somente a ser contada, ao invés de ser trasmitida aos netos.

As informações são vistas e a cultura divulgada. No começo, existia apenas um herói oriental de capa e capacete, voando pelos céus em uma televisão preta e branca, enfrentando incas do espaço. Hoje, temos uma gama enorme de personagens, poderes, histórias e aventuras que nos divertem e, cada vez mais, encantam os jovens.

E os pais, que guardaram as fantasias, vêem nos filhos, o mundo pelo qual deixaram de lado.

Leo Luz XDD~

domingo, 2 de novembro de 2008

pela minha vida ...

...
quero trabalhar com cores
quero viajar sem dores
quero manter a vida
como ela mesmo é.

quero destacar me são
quero mais é perder a razão
não quero deixar triste
o que tende a ser feliz

quero descobrir novidades
e me formar em áreas modernas
quero sentir o peso da luta
e partir para a ignorância

quero mandar nos rios
e provar do sabor do fogo
quero uma casa morada
sobrevivendo em flores

pintar uns oito muros do jardim
subir montes e relvas
mudar meu jeito de ser
pensar num jeito de comer

ouvir pássaros e águias
descendo o som dos ouvidos
mudar e ser mudado
cantar e não falar nada

escrever ao avesso e trocar
lampadas, páginas, imagens

quero viver como eu vivo hoje
hoje vivo querendo viver mais.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Limpeza

Até pensei em escrever sobre as eleições antes ou durante as mesmas, mas iria ser 'mais do mesmo' de reclamações e fatos que todo mundo está cansado de ouvir. Agora, com resultados em mãos e dores de cabeça a mais, posso falar sobre o que vejo delas.

A cada ano que passa fica mais difícil saber em quem votar. Candidatos não faltam e, se você for conhecido na ruas, pode se tornar um e preservar sua cadeira na Câmara. Eleição passada, eu fui mesário e pude ver de perto os 'tipos' de candidatos que eu iria escolher e tive vergonha de morar neste País. Neste ano, meu Deus, eu deveria estar morto. Uma semana antes, resolvi ver as propagandas políticas de Jundiaí e conhecer 'cara a cara' o sujeito pelo qual ganharia meu voto e, sinceramente, nenhum fez valer a pena.

João de longe, Maria do bairro, Joaquim da esquina, Cleide da padaria, Antônio da Kombi. Enfim, nada como ver possíveis concorrentes e decidir quem seria melhor para o meu bairro e não para a cidade. Mano Rato! O.O - depois desse, eu levantei da mesa e fui ler um livro. Não aguentei!

Outra coisa das eleições são os santinhos. Como eles podem gastar uma selva para fazer propaganda À TOA. Queria saber quem é o inteligente do marketing que propõe isso. Todo mundo sabe que 1% das pessoas que pega o papel, veem quem é o candidato (e joga fora o papel) e os outros 99% já fazem a sujeira pelas ruas direto. Coitados dos garis que tiveram trabalho dobrado. Isso sem contar os bandeiraços e carros/bicicletas circulando por aí, atrapalhando o trânsito. Alguém viu? Eu ignorei.

Ah, e os candidatos à prefeitura? Não temos mais escolhas? Serão sempre os mesmos toda eleição? Votei no simpatizante por falta de opção, já que anular os dois votos seria um tremenda burrice, pelo menos se eu precisar reinvidicar algo. Vamos aguentar mais 4 anos do mesmo governo e mesmas políticas públicas, mas se optamos por ele, é porque estamos acostumados com isso, não? Dos males o menor, ou que coçe menos no bolso.

Agora é esperar terminar o mandato simples de um para entrar o simples mandato do outro. Infelizmente, isso é o 'jeitinho brasileiro' que sempre tomou conta da política. A única coisa boa disso foi acompanhar o Plantão Eleições do CQC. Dizem que o programa é mais comédia do que (ou nenhum) jornalismo. Aí vai a pergunta, alguém se lembra das entrevistas do Marcelo Tas na TV Cultura em meados de 1990? Tenta procurar!

Beijosmeliga!